Artigo de opinião - "Dever cumprido"

 

Ao transferir o cargo de Pró-Reitor de Extensão Universitária destaco realizações e dificuldades enfrentadas no período 2001-2004 e proponho novos caminhos para a Unesp ampliar seu espaço

 

Por Benedito Barraviera (Publicado no Informativo Proex &endash; 68/2004)

 

Sou professor da Unesp e médico especialista em Infectologia. Fui convidado no ano 2000, pelo Reitor cessante, professor José Carlos Souza Trindade para assumir a Pró-Reitoria de Extensão Universitária da Unesp (Proex). Acredito que a justificativa do convite tenha sido pela minha experiência extensionista e o fato de, durante toda minha vida profissional, ter atendido doentes no Hospital das Clínicas da FM-Botucatu. Além disso, em 1976 iniciei um trabalho de dez anos ininterruptos no Projeto Rondon, no Campus Avançado de Humaitá, na região amazônica. Na época, era aluno do quinto ano de medicina e estava sob a coordenação do professor Domingos Alves Meira.

 

Apaixonei-me pela extensão e especializei-me em Doenças Tropicais, em especial a malária. Concluí mestrado e doutorado nesta área e minhas duas teses foram desenvolvidas em estudos realizados com a população de Humaitá.

 

Combater esta moléstia é uma necessidade premente. Ela acomete 500 milhões de pessoas no mundo por ano e causa dois milhões de mortes, principalmente em crianças com menos de dois anos de idade. No Brasil são cerca de 400 mil infectados por ano e mata dezenas de pacientes. Aprendi na prática que os problemas brasileiros são diferentes das dificuldades dos países de primeiro mundo. A solução está no ensino, pesquisa e extensão e, aliás, muitas vezes a extensão é mais importante do que o ensino e a pesquisa.

 

O trabalho na Reitoria

 

Quando assumi, encontrei a Proex com diversos programas de extensão institucionalizados, porém, com dificuldades operacionais significativas. Havia grandes arquivos de aço cheios de papel, pilhas de disquetes, centenas de processos, funcionários desmotivados e computadores ultrapassados.

 

Não conhecia ninguém e, ao chegar, dialoguei reservadamente, com cada profissional. Quis saber de cada um, se estava disposto a integrar minha equipe e a se compromissar com minha proposta de trabalho. Havia um estresse coletivo, pois uma das propostas da gestão era transferir a Reitoria da capital para o interior do Estado. Ouvi bastante e perguntei também o que seria possível e viável de ser feito para melhorar a qualidade do trabalho.

 

Com a equipe unida, iniciei uma mudança de paradigma - uma proposta de mudança operacional e de mentalidade. Era preciso repensar a circulação de papéis, agilizar a administração e digitalizar os documentos.

 

No início da gestão visitei as congregações de todas as Unidades Universitárias. Apresentei dados e tentei convencer os docentes da importância de documentar as atividades extensionistas. Infelizmente, o único argumento que dispunha era ressaltar que esta nova proposta daria velocidade e visibilidade às atividades de cada professor. Com isso ele poderia ser convidado a participar de parcerias, de bancas de teses, de congressos, etc.

 

Hoje o Banco de dados da Proex contém dois mil registros e preserva o histórico e a evolução das atividades extensionistas. A minha proposta incluiu também a criação de uma nova identidade visual (logotipo). No início, o trabalho foi criticado e visto com indiferença. Poucos meses depois, notei que outras assessorias e pró-reitorias da Unesp adotaram a mesma iniciativa.

 

A nova identidade pressupôs também a cessão de dois conjuntos de uniformes de trabalho para cada funcionário. Juntos, os profissionais escolheram as cores e modelos, e por fim, desenharam os trajes. Para reforçar ainda mais a integração da equipe, criei uma página da Internet, administrada e gerenciada na própria Proex, com o nome, foto, telefone e endereço eletrônico de cada profissional.

 

O dia-a-dia das Unidades Universitárias também esteve na pauta da Proex. No início da gestão, solicitei diretamente a cada Unidade que nos remetesse lista com o nome e E-mail de todos os professores e funcionários. Na realidade, não existia na Unesp nenhum cadastro disponível com estas informações.

 

A "linha direta" com o Pró-Reitor gerou, a princípio, desconforto. Eliminaram-se assim burocracias e havia o contato direto entre o docente interessado e a Proex, sem a interveniência de superiores. Fui duramente criticado pela descentralização, e o projeto só foi adiante quando o Reitor foi consultado, tomou conhecimento e apoiou a proposta de manter a linha direta.

 

Memória preservada

 

Os documentos em papel estavam em estantes que impediam a circulação do pessoal e assim a história da universidade ficava restrita aos anais. Era necessário iniciar um processo irreversível de informatização de processos e de capacitação do pessoal. Uma das primeiras medidas adotadas foi contratar uma empresa para desenvolver e armazenar o sistema de informações da Proex.

 

O sistema implantado hoje permite administração de informações pela Internet, com adição, consulta, edição e exclusão de dados a distância. Professores e servidores da Unesp alimentam os bancos de dados, a partir de suas residências ou de computadores da Universidade.

 

O sistema informa programas, projetos, bolsistas, eventos acadêmicos científicos e culturais, cursos presenciais e a distância, andamento de processos de solicitação de recursos, etc. Além disso, tem escalabilidade, capacidade para crescer em volume de informações, sem diminuir a performance do sistema já implantado.

 

Segundo Cristina Malcov, responsável pelos bancos de dados, no final de 2004 a Proex contabilizou 22 mil alunos cadastrados nos diferentes cursos e programas de extensão oferecidos pelas Unidades Universitárias, Complementares, Auxiliares e Diferenciadas. Ela explica que o passo seguinte para os bancos de dados da Proex será a integração com outros sistemas da Unesp, em especial com outras pró-reitorias, como a Prograd, por exemplo.

 

A Unesp não se comunica com eficiência com seus alunos. Hoje é impossível para o Reitor ou qualquer professor desta Universidade conversar, por exemplo, com os alunos do terceiro ano de Psicologia de Assis, com os segundanistas de Direito de Franca, com os quartanistas de Medicina e assim por diante.

 

O impedimento é fruto da ausência de um sistema de comunicação rápido, barato e eficiente ancorado em um robusto banco de informações. A Universidade precisa urgentemente providenciar a matrícula eletrônica de todos os seus alunos. Os recursos de informática exigidos são simples e os entraves existentes são de ordem política e de competência e não tecnológica.

 

O sistema implantado na Proex está apto a receber a matrícula de todos os alunos por meio da Internet. A medida possibilitaria à Reitoria manter um cadastro único de alunos que conteria a foto de cada um deles e, assim, por meio do endereço eletrônico, manter comunicação constante com a Reitoria.

 

 

Programas da Proex

 

Os programas da Proex têm grande repercussão social na região dos municípios paulistas que abrigam os campus. Na área da saúde, os serviços prestados incluem vacinação de milhares de unespianos, atendimentos médicos, odontológicos e veterinários. Além disso, há os programas permanentes de prevenção do câncer bucal, de pele, diabetes, hipertensão, entre outros.

 

A Proex mantém ligas acadêmicas de saúde, ligadas à FM-Botucatu. Sob a supervisão de docentes da FM-Botucatu, alunos de medicina se deslocam virtualmente pelos municípios paulistas, que abrigam campus da Unesp e estimulam hábitos saudáveis nos colegas universitários, além de informar sobre prevenção do uso de drogas e do uso moderado do álcool. Tiram dúvida sobre Aids e doenças sexualmente transmissíveis, além de orientar sobre procedimentos adequados de vacinação.

 

O Dia do Alerta é um evento anual do Projeto Viver Bem. Tem o apoio da Proex e reúne atualmente também USP e Unicamp. Na oportunidade, são realizadas palestras nos campus com especialistas e há apresentação de vídeos. Florence Kerr-Corrêa, docente da FM-Botucatu, é responsável pelo Viver Bem e explica que o estudante aprende a beber com responsabilidade e evita assim problemas como AIDS, drogas, DSTs, gravidez indesejável, alcoolismo, brigas e acidentes de trânsito.

 

 

Parcerias

 

Para colocar em funcionamento iniciativas como o Ensino a Distância da Unesp e a realização do 2º Congresso de Extensão Universitária, a Proex teve o apoio de parceiros como a Fundação Vunesp, a Fundunesp, o Banco Santander Banespa, a Nossa Caixa Estadual, Banco Real, entre outros. Durante a gestão, estabeleci canais de comunicação com empresas e firmei convênios significativos, como o do Conselho Regional de Engenharia, Agronomia e Arquitetura do Estado de São Paulo (CREA-SP). Neste último, os professores da Unesp, irão preparar e disponibilizar, utilizando ferramentas de comunicação eletrônicas, conteúdos para ministrar educação continuada para cerca de 400 mil associados.

 

Fontes de financiamento

 

A continuidade e o sucesso dos atuais programas de extensão exige fontes externas de financiamento. Uma possibilidade seria conceder isenção de impostos para empresas dispostas a colaborar. Além disso, propus em nível nacional, durante reunião do Fórum de Pró-Reitores das Universidades Públicas Brasileiras, a criação de uma agência de fomento exclusiva para financiar ações de Extensão Universitária. Esta mesma proposta foi feita em âmbito estadual e encontra-se documentada na Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo.

 

O grande desafio da Proex e da Extensão Universitária não é somente conseguir aportes financeiros. O principal obstáculo é vencer a burocracia interna da Unesp. Há recursos e parceiros dispostos a investir, porém a Universidade carece de bons administradores. Espero que a Proex continue a ser um parceiro ético e viável para as instituições privadas, que decidirem pela continuidade das ações até depois do meu mandato.

 

Novos gestores para a Unesp

 

O orçamento anual da Unesp é de cerca de um bilhão de reais. Este recurso não pode continuar a ser administrado de modo amador. A Universidade necessita de professores aptos para assumir tal empreitada, ou então deverá contratar administradores profissionais com esta finalidade.

 

O assunto é polêmico, controverso e a Academia não gosta de discutir. Acho que quando um professor defende doutorado, precisaria fazer antes um curso básico de gestão. Os professores têm dificuldade para realizar procedimentos simples, como solicitar bolsas de estudo, preencher planilhas, redigir ofícios e prestar contas. Confesso que quando assumi, também desconhecia algumas normas administrativas. Tive que aprender na prática, ora errando, ora acertando.

 

O fato é que muitos docentes com o título de doutor serão no futuro, chefes de departamento, diretores ou supervisores. Com relação ao professor titular a coisa é mais grave ainda. A maioria dos nossos professores desconhece a Universidade que os mantém. Neste sentido, para almejar o cargo de professor titular o candidato deveria fazer um curso de gestão avançada e conhecer de fato a Unesp.

 

Isto porque estes profissionais poderão vir a preencher vagas de alto escalão, como reitor, vice-reitor, pró-reitor ou assessorias técnicas de elevada responsabilidade e não estão preparados de modo conveniente. O fato é que a Unesp mantém em Araraquara curso de graduação em Administração Pública e poderia viabilizar um curso intensivo de três a seis meses para os gestores da Universidade. Isto acabaria por compromissar mais o nosso docente com a sua Universidade.

 

Possuir elevada titulação acadêmica não é garantia que um professor será um gestor eficiente. A Unesp está presente em todas as regiões do Estado, porém, os campus têm necessidades, vocações, histórias e características distintas. Este curso precisaria abordar de modo detalhado problemas específicos de cada Unidade e município, onde a Universidade está inserida. Só assim, deixaríamos de ouvir a célebre frase dos candidatos a reitor da Unesp: "Não ganhei a eleição, mas conheci a Unesp"!

 

Propostas

 

Avalio como pontuais algumas questões de ordem estrutural da universidade. Acredito que a universidade pública exerce papel fundamental na sociedade, mas a qualidade de seu serviço vem se deteriorando nos últimos anos.

 

É preciso romper velhos paradigmas. A Universidade pública ainda é um centro de elite, distante da maioria dos brasileiros. Não entendo como bibliotecas públicas, como as inúmeras da Unesp, permanecem fechadas a maior parte do tempo. Assim como os campus, que também ficam fechados.

 

Fato mais grave ainda são os hospitais veterinários, clínicas odontológicas, e serviços de saúde como centros de psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia que somente atendem em horário comercial, sem oferecer plantões. Doenças na população e nos animais de estimação não têm hora para acontecer.

 

Balanço positivo

 

Ficaram muitas coisas, diversos projetos, diversas pessoas qualificadas, infra-estrutura, banco de dados, idéias implantadas, cultura nova e amigos. Assim, não podemos nos esquecer de tudo aquilo que muitos não acreditavam como, por exemplo, o Projeto Adote um Aluno. Este projeto também merece continuidade.

 

Mais de 40 empresas já entenderam a importância de se investir em educação. E a comunidade universitária aprendeu que utilizar estas bolsas em programas de extensão não é pecado. O sucesso do projeto é fruto do empenho obstinado do servidor Mário Carlos Ferreira, responsável pelo programa junto com a professora Cleide Trindade.

 

O passo seguinte é ampliar o universo dos parceiros, sendo que muitos deles são fornecedores da Unesp. Se forem mantidas somente empresas financiando o programa ele tenderá a uma estabilização na captação de bolsas. Precisamos mudar o paradigma: o que faríamos de novo? A nova cultura a ser implantada seria convencer o nosso ex-bolsista do Adote um Aluno a adotar um ou dois alunos depois de formado e quando for um assalariado.

 

Assim, se tivermos 500 bolsistas hoje, quando estes alunos se formarem 500 novas bolsas viriam além das bolsas apoiadas pelas empresas. Outra cultura que precisaria ser implantada seria a de que todos os ex-alunos da Unesp pudessem eventualmente adotar alunos carentes. Imagine, temos na graduação mais de 20 mil alunos e cerca de 10 mil na pós. Veja que potencial que perdemos, simplesmente por não termos memória (banco de dados de ex-alunos) para nos comunicarmos com eles e oferecermos esta oportunidade.

 

Outro programa importante que vem resistindo bravamente ao longo do tempo é Programa de Atividades Culturais (PAC). Nesta gestão demos um salto de qualidade. Criamos a Rede de Agentes Culturais e mapeamos as ações culturais da Unesp. Hoje temos uma comunicação rápida e eficiente com professores, alunos e servidores que fazem parte da Rede de Agentes Culturais. Assim, é possível ter, e temos na página da Proex, a Agenda Cultural do PAC mensalmente.

 

Sabemos hoje todos os eventos acadêmicos, científicos e culturais com meses de antecedência, graças ao trabalho em rede. Este tipo de trabalho também poucos acreditavam. Ficou também pronto o mapeamento das ações acadêmicas, científicas e culturais que evidentemente precisará de atualização freqüente. Foi um trabalho árduo dos responsáveis pelo PAC, (professora Maria Helena Maestre Gios, Maria Cordeschi, Sandra Marasco, Edison Dias da Costa e Maria José Ribeiro Martins http://www.buscape.com.br ), mas, valeu a pena.

 

O PAC se consolidou definitivamente. O destaque negativo foi a não realização em 2004 do Encontro de Corais, que por sinal seria em São Paulo, em decorrência dos problemas orçamentários que atravessamos. Outro resgate necessário que o próximo Pró-Reitor deverá fazer é a Orquestra de Câmara da Unesp que é vinculada e de responsabilidade da nossa Pró-Reitoria. Por motivos alheios à nossa vontade, esta acabou escapando da Proex e indo para outra assessoria, por vontade do diretor artístico e decisão do Reitor.

 

A Rede de Notícias, constituída de alunos bolsistas mantidos pelo Portal Universia, foi outra conquista. Estes alunos, juntamente com os dois jornalistas da Proex, mantém o Informativo Proex e as notícias que são enviadas periodicamente ao Portal Universia. O Informativo Proex, publicado quinzenalmente, mantém todas as suas notícias, desde o Informativo número UM, na forma de Banco de Dados.

 

É possível assim, resgatarmos a qualquer momento e com muita facilidade a memória da Proex, da Unesp, do Informativo, etc. Além de informar o jornalismo eletrônico está formando, por incrível que pareça, um novo tipo de profissional na Unesp. O profissional com formação em jornalismo científico. Assim, praticamente todos os alunos, cerca de 30 por ano, das mais diversas profissões, deixam os bancos escolares da Unesp, preparados para iniciar a especialização em jornalismo científico - uma área nova do mercado de trabalho.

 

As empresas estão investindo neste campo para divulgarem as mais diversas áreas do conhecimento científico. A Rede de Notícias trouxe um avanço tanto na área do jornalismo eletrônico, quanto na abertura de novos caminhos profissionais para os nossos alunos bolsistas. Vale ressaltar a dedicação dos jornalistas Rogério Mascia Silveira e Thiago Nassa.

 

Revista de Extensão

 

A Revista Ciência em Extensão finalmente foi viabilizada. Era um sonho antigo dos extensionistas da Unesp. Hoje temos uma revista científica dedicada exclusivamente à Extensão Universitária. Ela já nasceu grande: distribuída no formato eletrônico, com corpo editorial constituído de pesquisadores da Unesp, de fora da Unesp e de fora do Brasil inclusive, tem análise por pares e é divulgada em português e inglês.

 

É uma revista preparada para representar a Unesp nos mais diversos portais, especialmente no Projeto SciELO - a primeira biblioteca eletrônica do Brasil - uma iniciativa Bireme-Fapesp. Este projeto é novo, a revista divulgou em 2004 o volume um com dois números e um Suplemento com a Memória do Terceiro Congresso de Extensão (com especial dedicação da servidora Roseli Bortolotto) e precisa ser mantida e atualizada.

 

Para 2005 estamos prevendo os dois números regulares, uma vez que a mesma é semestral. O professor Hélio Langoni e a Selma Martins têm se empenhado em manter a periodicidade e qualidade do seu conteúdo. Fazer revista científica no Brasil tem que ter paixão pela coisa - estes profissionais estão compromissados com a permanência da idéia.

 

O Programa de Divulgação e Informação Profissional foi apoiado e cresceu sobremaneira. Foi possível montarmos o CD-ROM institucional em português e inglês. Hoje nossos docentes têm a possibilidade de visitar o exterior e levar em sua bagagem a sua Universidade. Este CD levou cerca de dois anos para ser catalogado, montado na forma de Banco de Dados, duplicado e distribuído. Trata-se de um conjunto de informações semelhantes a um Repositório da Unesp.

 

Temos no CD todas as Unidades Universitárias, Diferenciadas, Complementares, Auxiliares e Fundações incluindo clipes de vídeo de cada instituição. A dedicação e o arrojo da servidora Sandra Marasco e do pessoal do Cevap tem mantido o programa e o CD sempre atualizado. Trata-se, portanto, de uma montanha de informações que não podem ser perdidas, apenas atualizadas!

 

Outro programa barato e muito importante para os alunos, docentes e servidores técnico-administrativos é o de profilaxia e diagnóstico precoce de doenças (câncer, hipertensão arterial, dislipidemias, diabetes melitus e vacinas). Este programa é extremamente importante, uma vez que muitos de nós não temos tempo para ir ao posto de saúde atualizar as vacinas, por exemplo.

 

Além disso, é um risco deixar um profissional trabalhar em um laboratório de biologia sem ser vacinado contra hepatite B; atender cães raivosos sem ter profilaxia anti-rábica, arar a terra sem vacina antitetânica e assim por diante. Com relação aos cânceres vale o mesmo raciocínio. A prevenção de tumores de pele, boca e próstata é muito barata, quase sem custos. O mesmo é válido para o diagnóstico precoce de hipertensão arterial, diabetes mellitus e de dislipidemias.

 

Estas campanhas são extremamente fáceis de serem realizadas e não podemos admitir uma Universidade que tem Faculdade de Medicina, de Enfermagem, de Veterinária e de Odontologia, que ignore estes problemas. As servidoras Maria do Carmo Miranda Santos, Vera Joana da Luz, Edison Dias da Costa e Roseli Bortolotto têm se empenhado para articular as campanhas em nível estadual. Gostaria aqui de parabenizar também o grupo de professoras que viabilizaram este projeto!

 

Os programas do NUPE e do UNATI também são exemplos de dedicação e persistência dos professores extensionistas da Unesp e das servidoras Vilma Tereza (Nupe) e Vilma Militão (Unati). Destaco também o trabalho realizado pelas servidoras Edemilde (Xuxu), Maria de Almeida (Programa PAE), Sandra Dantas (Programa PAE),  Rosemeire Galvão e Márcia Regina Guerreiro. A dedicação destas pessoas viabilizou definitivamente a comunicação online dos projetos de extensão e do cadastramento de alunos eletronicamente.

 

Por fim, uma palavrinha sobre o Ensino a distância da UNESP. Poucos acreditavam neste projeto. Hoje temos curso de capacitação, centenas de docentes treinados para ministrar curso a distância, convênios respeitáveis, entre eles poderíamos citar o com o CREA e mais recentemente com o MEC. Só conseguimos estes últimos pela competência instalada e pelo trabalho silencioso dos nossos servidores, como a Roseli Bortolotto e de professores que acreditavam nesta idéia.

 

Hoje temos três plataformas educacionais gratuitas disponíveis a saber: TelEduc, e-ProInfo e Moodle. A dedicação do Marcelo Moreira e da Selma Martins fizeram a diferença! A Unesp já pode pensar em curso de graduação a distância.

 

Ressalto que o curso a distância é preparado para alunos em geral já maduros, disciplinados, com tempo disponível nos finais de semana, com disposição e muita vontade de aprender. Hoje já oferecemos para os colegas unespianos uma Sala de aula Virtual desenvolvida pelos técnicos do Cevap e que está revolucionando os conceitos de comunicação a distância.

 

Este sistema é leve, barato, roda na rede da Unesp sem gargalos, e é possível ministrar aula a partir de um computador equipado com uma WebCam e um microfone. Assim, você pode ministrar sua aula da sua residência, sem problemas. Basta ter acesso a Internet!

 

Entrevista pingue-pongue

 

Porque o senhor não disputou a última eleição da Unesp? O senhor não se achava preparado?

 

Bem, preparado a gente nunca está. Diz o ditado "Quando você está preparado, não serve mais para o cargo pleiteado". Isto é uma constatação: Acho que hoje não serviria mais para ser Pró-Reitor de Extensão - porquê agora estou preparado! Sabia desde o princípio ser improvável que o próximo reitor da Unesp fosse médico ou de Botucatu, embora eu achasse que o cargo de vice-reitor pudesse ser pleiteado.

 

Aprendi também que em política - ainda vale a frase do saudoso Deputado Federal Robertão: "É dando que se recebe". Neste sentido, eu não sabia que tudo é acertado previamente e que eu não fazia parte do contexto sucessório. Incrível, mas isto acontece na Academia!

 

Portanto, achava que aquele que mais trabalhasse, mais ousasse, mais implantasse idéias e paradigmas, aquele que fosse o mais competente seria o "escolhido" naturalmente para disputar a sucessão. Parti então para o campo, trabalhei muito, criei muito, ousei muito, implantei muito, viajei muito e conheci a Unesp que eu também não conhecia.

 

Na verdade a Academia deveria premiar o mais competente e não o "prometido". Nesta gestão, tive a oportunidade de conviver novamente com um amigo de infância - o professor Razuk. Somos amigos e colegas dos bancos escolares do saudoso Ginásio do Estado de Bauru.

 

Eu achava, e ainda acho, que o Vice é o candidato natural a Reitor. Eu apostava nisso, e sempre acompanhei o trabalho sério e competente que o professor Razuk desenvolveu. Eu achava que faríamos uma dobradinha na eleição e acredito agora que seria uma dupla difícil de ser batida! Isto porque chapa não se ajeita, não se compõe, mas nasce de uma empatia, de uma construção, de uma fidelidade, de uma história de vida!

 

O Reitor e o Vice-Reitor devem ser parceiros, companheiros, irmãos, confidentes; devem ter a mais elevada confiança um no outro. Isto porque freqüentemente o Reitor tem que delegar para o Vice nas suas ausências. Mas, esta "nova chapa" não agradava ao sistema vigente. O professor Razuk nunca me disse que não seria candidato e somente muito próximo da eleição é que tive esta certeza. Ressalto que não disputei a eleição porque literalmente não tive o parceiro que gostaria de ter!

 

E o futuro? O que espera dele?

 

Bem, o futuro a Deus pertence. No momento, vou voltar a ser médico e reciclar meus conhecimentos - em quatro anos, muitas novidades surgiram - e ajudar a consolidar idéias que há muito tempo venho perseguindo. Uma delas é ensinar por meio de novas tecnologias, o maior desafio do Século XXI.

 

Tomo como exemplo o curso de Medicina. Em 1950 a graduação era de seis anos; em 2005 ele ainda tem seis anos. Porém, a quantidade de conhecimento multiplicou-se de maneira exponencial. Nos anos 50, a comunidade científica publicava 90 mil artigos científicos por ano; em 2000 o número chegou próximo dos 900 mil, ou seja, 2,5 mil artigos científicos por dia. Concluindo, esta quantidade de conhecimento não cabe mais dentro das atuais grades curriculares. Isto vale para qualquer área do conhecimento científico. Assim, temos algumas alternativas na área médica: ou aumentamos o número de anos da graduação, ou cortamos algumas disciplinas, ou aumentamos o número de anos da residência médica (pós-graduação lato sensu).

 

No caso da Medicina esta última proposta é a que está sendo empregada, ou seja, aumentar o tempo da residência médica. Por outro lado, como professor de Infectologia, nos anos 70 ministrava aula de tétano, usando giz e lousa. Precisava de duas horas para explicar a fisiopatologia da toxina tetânica. Era preciso desenhar todo o trajeto da toxina, incluindo a sua ação no sistema nervoso central. Naquela época o sonho de consumo dos professores universitários era ter um projetor de slide Kodak carrossel. Lembram-se disso?

 

Pois bem, quando pude utilizar um projetor de slide, com esta nova tecnologia, em 40 minutos eu conseguia explicar a fisiopatologia do tétano. Em 1997, quando fiz o meu concurso para professor Titular usei o computador para ministrar a mesma aula de tétano, Pois bem, agora eu consigo explicar a fisiopatologia em 40 segundos - veja bem 40 segundos. Por que? Porque agora construí uma animação em multimídia que o aluno assiste na forma de um clipe de vídeo em apenas 40 segundos. E mais, se ele não entender da primeira vez, ele a terá sempre e repetirá quantas vezes for necessário, não precisando da presença do professor para aprender.

 

Fantástico!!! "A ciência precisa ser reescrita sob um novo paradigma" - este é o novo desafio!!! Não dá mais para utilizar apenas o papel como mídia para o aluno estudar. O papel tem o seu papel. O computador não veio substituir nem o papel nem o projetor de slides, embora até agora os professores estejam utilizando o computador como projetor de slides!! Pasmem!! Precisamos construir novos sistemas de ensino, diminuir a quantidade de papel, aumentarmos o emprego do computador, como computador, não como projetor de slides. Sabe-se que aprendemos 20% do que vemos, 40% do que vemos e ouvimos e 75% do que vemos, ouvimos e fazemos (interagimos). A multimídia, portanto, é imperativa neste novo contexto!!!

 

Nós já temos algumas propostas disponibilizadas neste novo paradigma. Assim, temos vários cursos de extensão que são ministrados a distância e que fazem sucesso já há alguns anos. São eles Acidentes com Animais Peçonhentos, Vacinas, Doenças Sexualmente Transmissíveis, Zoonoses, etc. Estes cursos empregam de maneira bastante intensa a multimídia e, portanto, estão dentro do contexto de otimizar o tempo dos alunos e dos professores. Neste caso acreditamos que o conhecimento é construído muito mais rapidamente pelos alunos!

 

Portanto, quero dizer que estarei à disposição da comunidade unespiana para ajudar a construir estes sistemas nas diferentes áreas do conhecimento científico.

 

O que o senhor acha da carreira universitária na Unesp? O que o senhor acha dos pré-requisitos para os concursos de Livre-docência e Titular?

 

A carreira de qualquer profissional hoje precisa ser subdividida em três etapas, a saber: Pós-graduação lato sensu, também conhecida como Especialização, Pós-graduação sctrictu sensu (mestrado e doutorado) e Concretização da carreira universitária, ou seja, Livre-docência e Titular.

 

A primeira etapa, ou seja, a da especialização, é inerente ao mundo em que vivemos, haja vista a quantidade de conhecimento disponível e impossível de ser disponibilizado totalmente durante a graduação. Assim, o recém-formado consciente percebe logo que necessita da especialização, qualquer que seja a área do conhecimento científico.

 

Hoje queremos o melhor advogado, o melhor médico, o melhor dentista, o melhor professor, o melhor psicólogo, o melhor engenheiro e assim por diante. Não passa pela cabeça de qualquer indivíduo não ser atendido pelo melhor profissional! Nesta etapa da carreira, que deve ocorrer imediatamente após a graduação, o recém-formado deve investir entre dois e três anos da sua vida, para consolidar os conhecimentos adquiridos e ganhar nova competência profissional. Pois bem, esta competência, que muitas vezes necessita de um concurso em geral não muito fácil, especialmente junto às sociedades científicas, não é valorizado pela atual proposta vigente de carreira acadêmica implantada na Unesp. Isto precisa ser revisto urgentemente, pois só formam profissionais qualificados, professores altamente competentes. Neste caso a competência profissional está sendo colocada em segundo plano, não importando se o nosso professor tem ou não esta competência instalada.

 

Com relação à Pós-graduação sensu strictu, devo dizer que o mestrado é imprescindível para a boa formação de um pesquisador. O mestrado não forma nem professor, nem pesquisador - apenas faz a iniciação científica e acadêmica do profissional. Ele não deve ser abortado, a não ser em situações muito especiais, em que o aluno de graduação já fez iniciação científica e defendeu publicamente a sua monografia. Isto é muito importante - a defesa pública. Esta coloca o indivíduo frente a frente com uma banca e expõe o candidato, fazendo uma avaliação profunda dos seus conhecimentos.

 

Por outro lado existe uma evidente diferença entre os que fizeram mestrado previamente e os que não fizeram. Os que fizeram transitam pelo doutorado com muita facilidade, e defendem em geral com muita rapidez. É a competência instalada do mestrado. Quem passa pelo mestrado não se estressa no Doutorado! Esta é uma constatação! Na minha opinião o mestrado não deveria ser abortado, apenas otimizado. No caso da Unesp, os candidatos a doutores que forem fazer carreira universitária, necessitariam ainda de fazer um curso de gestão básico.

 

Poder-se-ia optar por fazer este curso após o doutorado, momento em que o profissional pleitear cargo administrativo. Isto porque este profissional poderá vir a ser Chefe de Departamento ou até Diretor de uma Unidade Universitária, Complementar, Auxiliar, Diferenciada, etc. O conhecimento hoje de como gerir a Academia é imprescindível e torna a gestão profissionalizada.

 

Com relação aos concursos de Livre-docência e Titular existem vários desvios vigentes. Um profissional para se submeter a um concurso destes deve ter qualificação exagerada de pesquisador, na minha maneira de pensar. Quero dizer com isso, que o indivíduo deve ser pesquisador, haja vista que apenas e tão somente a pesquisa é valorizada. Os pré-requisitos exigidos hoje priorizam apenas e tão somente, ou quase só, a pesquisa. Existe um evidente desbalanço, neste caso, do tripé ensino, pesquisa e extensão.

 

Um professor Livre-docente é um indivíduo que deve conseguir formar profissionais tanto para o mercado de trabalho, quanto para a pesquisa. Neste sentido, deveríamos subdividir as exigências mínimas em atividades na graduação, na pós-graduação sensu latu (especialização), pós-graduação sensu strictu e extensão universitária, cada uma valendo cerca de 25% da avaliação final.

 

Na graduação dever-se-ia avaliar o que de nova contribuição este professor trouxe para os seus alunos, especialmente na criação e aplicação de novas tecnologias de ensino. Na especialização dever-se-ia avaliar a qualidade dos formandos; se foram aprovados em exame de ordem; se foram aprovados em exames de especialistas aplicados pelas Sociedades científicas, etc. Na pós-graduação sensu strictu avaliar a qualidade dos formandos e se o curso está bem classificado junto à Capes. Na extensão universitária o que tem realizado. Se têm formado pessoal, se tem examinado doentes, se tem exercido atividades junto à comunidade, etc.

 

Com relação ao concurso de Titular os desvios são maiores ainda. Este indivíduo é um profissional que já mostrou sua competência acadêmica quando fez o concurso de Livre-docência. Neste momento, ele deve estar preparado para conhecer a sua Universidade. Isto porque, um professor Titular na maioria das vezes vai aposentar dentro da Universidade.

 

Na nossa cultura latina, não existe o hábito de se migrar de uma Universidade para outra como ocorre, por exemplo, nos EUA. Aqui no Brasil, aliás, quem migra de uma Universidade para outra, em geral não é bem visto!

 

A avaliação deste profissional deve ser feita baseada em alguns pilares: graduação (20%), pós-graduação (sensu latu e sensu sctrictu) (20%), extensão universitária (20%), gestão acadêmica (40%). Dever-se-ia priorizar a gestão uma vez que agora este professor, pelo menos teoricamente, tem tempo e está preparado para assumir cargos diretivos na Universidade. Com profissionais qualificados evitaríamos desvios comumente observados por dirigentes despreparados!

 

O que o senhor acha da futura gestão?

 

Acho que o professor Macari e o professor Herman farão uma bela gestão, em que pese os desafios que encontrarão pela frente. O professor Macari é um batalhador, haja vista o que ele fez na pós-graduação em apenas quatro anos. Viajou, lutou, brigou, sugeriu, apoiou, enfim fez o que tinha que ser feito. Alguns cursos foram descredenciados, embora a maioria sobreviveu; muitos até subiram no conceito da Capes.

 

Isto reflete o trabalho incansável do professor Macari. Certa vez, ouvi de um assessor um elogio pela "Cruzada do Professor Macari". Realmente foi uma cruzada!! Ele merece ser o atual Reitor! Alguns criticam o professor pelo descredenciamento de determinados cursos. Acho que "Quem não tem competência não se estabelece". Os que fecharam tais cursos foram os próprios componentes do Curso, não o professor Macari. Acho que o professor Macari se preparou para esta nova empreitada, desejo, portanto, a ele muito boa sorte.

 

Quanto ao professor Herman, sou um admirador do seu trabalho. Ele inclusive fez curso de gestão universitária. Acredito que esta dupla esteja perfeitamente dentro do contexto de uma dobradinha competente que a Universidade está necessitando no momento. Acho que estamos em boas mãos, porque não dizer - em mãos seguras.

 

Por outro lado, quero dizer que o atual Reitor terá que quebrar paradigmas e implantar novas culturas na nossa Universidade. Isto porque não existem recursos suficientes para se contratar todos os professores necessários. Acho que ele terá que lançar mão dos meios de comunicação a distância para implantar os novos cursos que exigem novos professores. Não se justificam termos, por exemplo, cinco cursos de pedagogia em cinco campus diferentes e termos os mesmos professores, com as mesmas habilidades nos cinco campus.

 

Isto que vou dizer dói aos ouvidos da Academia, mas precisa ser dito. Ou somos uma Universidade ou não somos. Assim, o professor de Botucatu tem que ministrar aula para Jaboticabal, para Araçatuba, para Registro, ou seja, lá para onde for. Ele não precisa se deslocar, é só usar a Sala de Aula Virtual que o pessoal do Cevap montou e pronto.

 

Repito: isto não soa bem para os acadêmicos - mas é a realidade atual. Além disso, o professor Macari terá que implantar definitivamente as reuniões virtuais, otimizando recursos destinados às diárias. Nós do CEVAP e do CECEMCA (atual centro conseguido junto ao MEC), fazemos reuniões virtuais pelo menos duas vezes por semana. Da minha sala, com o computador, uma WebCam (custa 100 reais) e um microfone (custa 25 reais) eu falo com todos, em qualquer lugar do planeta.

 

Portanto, o professor Macari terá que ter muita coragem para propor esta nova cultura na Unesp. O trabalho que fizemos no ensino a distância na Proex permite dizer que já estamos preparados para isso. É só por na prática!. Para tanto, precisamos de uma decisão Institucional. Nada melhor que o Reitor para tomar esta decisão! Um detalhe interessante desta nova gestão deve ser lembrado. É a primeira vez que uma gestão é constituída de três Pró-Reitoras.

 

Neste momento devo dizer que o indivíduo do sexo feminino é muito mais sensível que os do masculino. Estes são muito mais pacientes, têm o chamado "sexto sentido" muito mais apurado, interpretam melhor as angústias, ouvem mais, discutem mais, tomam decisões com mais segurança. Enfim, elas são tão perfeitas que não precisam lapidar a pedra bruta que nós homens temos necessidade de fazer diariamente!! Acho que será uma situação nova, diferente e muito interessante. Quem sabe não está nascendo nesta gestão a futura Reitora da Unesp? O tempo dirá!!

 

Por fim queria dizer que a equipe da Pró-Reitoria de Extensão Universitária durante estes quatro anos de convivência trabalhou, criou, realizou, discutiu, ouviu, observou, reuniu, obedeceu, delegou, construiu e serviu à Universidade. Fizemos tudo o que foi possível naquele momento. Cada um de nós transformou-se, e essa foi a maior recompensa, pois o que vale não é o que recebemos com o nosso trabalho, mas aquilo que ele é capaz de nos transformar... A História nos julgará brevemente!!!

 

De acordo com Fernando Pessoa, de tudo ficaram três coisas:

 

• a certeza de que estamos sempre começando;

• a certeza de que é preciso continuar;

• a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.

 

Portanto, devemos:

 

• Fazer da interrupção um caminho novo;

• Da queda um passo novo de dança;

• Do medo, uma escada;

• Do sonho, uma ponte;

• Da procura, um encontro.

 

Muito obrigado a todos os amigos que deixei na Proex. Muito sucesso! Estarei sempre à disposição de toda comunidade unespiana!

 

Benedito Barraviera - Gestão 2001-2004 - bbviera@hotmail.com